Narrativa Fílmica Interativa e Ecrãs Públicos - Como Pode Funcionar?

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Português
Estado: 
Em curso
Grupo de investigacao: 
Arte Visual e Interactiva
Tipologia: 
Investigação e Desenvolvimento
Investigador principal: 
Carlos Sena Caires
Elementos da equipa (%afetação): 
Carlos Sena Caires, Jorge Cardoso
Resumo: 

Ao longo dos anos, a narrativa fílmica interativa foi estudada e experienciada em vários meios de comunicação audiovisual, tais como o cinema, a televisão e a Web, como um modo de trazer novas experiências fílmicas e interativas para os telespectadores.

No entanto, os Ecrãs Públicos Interativos (EPI) são um novo meio emergente em que a narrativa fílmica interativa ainda não foi completamente estudada. Os EPIs são ecrãs digitais colocados em locais públicos, geralmente pelo proprietário de um determinado lugar, que também é responsável pela criação de um cronograma para os diferentes conteúdos que o ecrã pode apresentar ao longo do dia. Estes monitores podem ser encontrados em diversos locais, tais como cafés, restaurantes, lojas, salas de espera, aeroportos e até mesmo nas nossas ruas. Os EPIs têm dado origem à muita investigação científica devido ao seu potencial para exibir dinamicamente as informações desejadas em vários locais simultaneamente, e às suas capacidades de interação que permite aos utilizadores de contribuir para o conteúdo da programação, permitindo também a exibição de níveis de utilização [T4]. Quando conectado em uma rede de computadores, os EPIs têm um potencial ainda maior para a divulgação de informação, para a publicidade digital “fora-de-casa”, para a exibição de informação contextual, para a criação de conteúdos criados pelos utilizadores, para aplicações interativas, etc.

Os EPIs representam um novo veículo de informação para o qual a narrativa fílmica interativa pode contribuir com conteúdo interessante e atraente, não só para fins artísticos e culturais, mas também para fins comerciais (como a publicidade, a valorização de marcas, a influência de comportamentos, etc.), e como forma de melhorar o ambiente em que o ecrã reside. Como novo meio de comunicação, este género de ecrãs representam também um desafio. Ao contrário de outros meios de comunicação, o EPI pode ter uma audiência muito volátil em que o número, a atenção e a frequência de interações pode variar consideravelmente. Além disso, a narrativa fílmica num EPI está em real competição com outro género de conteúdo programado para esse mesmo ecrã.

Objetivos do projeto: 

O nosso objetivo visa explorar de que forma determinadas estratégias narrativas bem sucedidas e usadas em projetos de cinema interativo podem ser adaptadas a este novo meio de comunicação. Para isso, a nossa equipa de investigação irá combinar o seu conhecimento na área das narrativas interativas (Carlos Sena Caires é o investigador principal - PI) e dos ecrãs públicos interativos (Jorge Cardoso) para desenvolver e avaliar diferentes estratégias de narrativas fílmicas adaptadas para os EPIs. O PI - investigador principal completou o seu doutoramento na área da narrativa fílmica interativa na Universidade de Paris 8 e tem um extenso trabalho de desenvolvimento de projetos interativos, na área da vídeo arte e da instalação cinemática interativa. Jorge Cardoso está a finalizar o seu doutoramento na Universidade do Minho e cujo trabalho consiste no desenvolvimento de um conjunto de ferramentas de interação para aplicações em ecrãs públicos [T5]. A investigação em Arte Interativa e Digital realizada no CITAR será de um contributo muito importante para este projeto exploratório.

Atividades e calendario: 
  • 1 artigo em Revista Internacional;
  • 1 comunicação em encontro científico internacional;
  • 1 comunicação em encontro científico nacional;
  • 1 relatório;
  • 1 tese de mestrado;
  • 2 aplicações computacionais;
  • 1 curta-metragem de ficção não-linear.

Data de início – Data de fim: 2014-2016

Sumario: 

Narrativa Fílmica Interativa e ecrãs públicos - como pode funcionar? Ao longo dos anos, a narrativa fílmica interativa foi estudada e experienciada em vários meios de comunicação audiovisual, tais como o cinema, a televisão e a Web, como um modo de trazer novas experiências fílmicas e interativas para os telespectadores.