Tese de Doutoramento: “Entre Preto e Branco – Para uma Estética Monocromática do Cinema depois do Technicolor”

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Português
Estado: 
Em curso
Grupo de investigacao: 
Arte Visual e Interactiva
Tipologia: 
Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento
Investigador principal: 
Jaime Neves
Resumo: 

Ao longo dos tempos a evolução tecnologica tem ditado profundas mutações na arte de fazer cinema. O aparecimento do sonoro e, mais tarde da cor, revolucionaram e provocaram impactos profundos. Actualmente as três dimensões ditam novos caminhos.

Se o sonoro permitiu que o espectador passasse a viver num ambiente novo e ambicionado e pôs termino a um cinema mudo e pouco sedutor, o aprecimento da côr não provocou ruptura. Continua a existir uma forte e consistente produção monocromática.

Mas poderá o cinema a preto e branco continuar a resistir à forte sedução tecnológica e à feroz capacidade de persuasão dos produtores que vêem sempre nas inovações uma forte perspectiva de lucro? Será o argumento mais ou menos generalizado que o preto e branco é mais “puro” e real suficiente para manter e talvez mesmo fazer crescer tal estética monocromática? E será efectivamente o preto e branco uma estética credível ou antes uma artimanha fácil para cativar e provocar um público desprevenido?

“Entre preto e branco – Para uma estética monocromática do cinema depois do technicolor” questionará e reflectirá nas questões levantadas, através da produção de um documentário audiovisual.

Objetivos do projeto: 

Neste trabalho de investigação pretende-se obter respostas e, sobretudo, reflectir sobre diversas questões relacionadas com a temática da estética monocromática no cinema.

Neste contexto a presente tese de doutoramento pretende responder às seguintes questões:

  • Como se explica que se continue a produzir a preto e branco? Até 1933 o preto e branco era uma imposição / limitação técnica. Depois desta data o cinema passou a poder utilizar a cor mas a realidade é que a produção monocromática não abrandou e até tem vindo a aumentar. Porquê?
  • Qual a pertinência de muitos realizadores continuarem a rejeitar a cor? O que os leva a querer continuar a filmar a preto e branco?
  • Que necessidade evidenciam numerosos realizadores ao intercalar na sua filmografia obras a cores e a preto e branco?
  • Qual o papel dos produtores de cinema na decisão / escolha de filmar a preto e branco?
  • Como pode a escolha cor / preto e branco ser influenciada pelo universo televisivo?
  • Como percepciona o público um filme a preto e branco?
  • Que papel efectivo têm os festivais de cinema especializados no preto e branco para a divulgação, promoção e sensibilização do cinema preto e branco junto do público?
  • O advento que actualmente se vive com o cinema a 3 dimensões pode estimular ou ofuscar a produção a preto e branco?

 

Atividades e calendario: 

Setembro 2010 – Setembro 2014

Sumario: 

Tese de Doutoramento: “Entre preto e branco – Para uma estética monocromática do cinema depois do Technicolor” Ao longo dos tempos a evolução tecnologica tem ditado profundas mutações na arte de fazer cinema. O aparecimento do sonoro e, mais tarde da cor, revolucionaram e provocaram impactos profundos. Actualmente as três dimensões ditam novos caminhos.
09/2010 to 09/2014