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Carlos da Silva Lopes publicava semanalmente uma crónica no jornal “O Primeiro de Janeiro” estudos sobre arte, de temáticas variadas, aqui agrupados sob o mote da pintura e da escultura. Trata-se de pequenos estudos, com grande interesse pela reflexão em torno de aspectos relacionados com a história destas artes em Portugal e na Europa.

Época admirável do percurso desta urbe nortenha, o Porto do romantismo apresenta-nos uma cidade ampla de vitalidade, repleta de acontecimentos, de personagens de acentuado cromatismo, matizadas por uma vida interior e exterior multifacetada. O Porto deste tempo abarca, genericamente, os dois últimos terços do século XIX, entrando num tardo-romantismo século XX adentro. Nele se sucede um vasto conjunto de instituições, que redescobrem uma nova perspectiva do sentir urbano e civilizacional, alcançando uma efectiva influência participativa na vida do País. Talvez não fosse excessivo considerar o Porto Romântico como uma das mais fascinantes épocas da História da Cidade.

A ourivesaria do ouro no Porto ao tempo dos Almada acompanha um movimento importante de produção portuguesa de peças preciosas de adorno. A jóia representa estatuto e ornamentação, poder e sedução, conferindo as gemas, no feminino, a exaltação do brilho e do cromatismo, e, no masculino, a expressão do estatuto social, através da exibição dos hábitos das ordens militares. Entre acção e decoração, os grupos sociais interligam-se com a jóia a e o seu simbolismo, veículo de todas as contradições de um tempo de mudança.

Tendo conhecido dias de glória durante o século XVIII, ao lado da talha e da azulejaria, a decoração estucada foi lentamente passando de moda e perdendo o interesse da possível clientela, afastando, consequentemente, os artífices que a ela se dedicavam. Não é por acaso que oficinas de grande nome laborando no País há décadas conheceram momentos de crise nos anos 30 se dedicaram predominantemente à construção civil, tendo acabado por fechar as suas portas cerca dos anos 70, onde mais uma vez era a construção civil que predominantemente as ocupava.

Carlos da Silva Lopes publicava semanalmente uma crónica no jornal “O Primeiro de Janeiro” estudos sobre arte, de temáticas variadas, aqui agrupados sob o mote da cerâmica. Trata-se de pequenos estudos, com grande interesse pela reflexão em torno de aspectos relacionados com a história da cerâmica em Portugal e não só, tanto da porcelana como da faiança.

Miguel Cabral de Moncada oferece neste livro noções introdutórias sobre a acção de peritagem de objectos artísticos, designadamente quanto à análise dos materiais, dos elementos distintivos, à época histórica e aos condicionalismos de evolução da própria obra de arte.

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