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A joalharia representa, em Portugal, um universo repleto de informações amplamente documentadas a nível das fontes manuscritas e iconográficas, pela relevância transversal que, a distintos níveis, marcou a sociedade portuguesa. Da opulência nobreza à ambiciosa burguesia, que via nos adornos preciosos um importante meio de afirmação, os grupos com poder aquisitivo conferiam às peças de joalharia com que se adornavam um efectivo meio de afirmação do poder e prestígio social.

O Glossário do Uso do Ouro no Norte de Portugal engloba um elucidário alargado das tipologias que constituem a panóplia do ouro popular. Estas indicações incluem uma descrição de cada peça, acrescidas de informações retiradas da fortuna crítica, e ilustradas com fotografias de cada objecto, de forma a dar uma visão o mais completa possível sobre cada ornato, as suas características e o seu uso. A oficina, os instrumentos e as técnicas usadas na manufactura destes objectos são abordados, assim como as formas de venda realizadas por vendedores ambulantes, feirantes e casas de ourivesaria.

O estudo «As filigranas», da autoria de Rocha Peixoto, foi primeiramente publicado em 1908, no tomo II, fascículo 4.º, da Revista Portugália, publicada a 17 de Setembro desse ano na cidade do Porto, e, novamente, em 1967, nas Obras deste autor. É, ainda hoje, de uma extraordinária mais-valia histórica e precisão de descrição das técnicas em Gondomar e em Travassos. Daí a necessidade da sua reedição e disponibilização a um público alargado, através de edição em livro específico. Ao longo de vários capítulos, o Autor guia-nos numa viagem pelas técnicas, artefactos, acessórios (pedras e esmaltes), usos e costumes e conspecto social associados à filigrana, não faltando ilustrações para, entre outras questões, clarificar vários aspectos formais e decorativos das peças mencionadas no texto.

Edição fac-similada de um dos catálogos da Casa Rosas & C.ª, no Porto. Na transição do séc. XIX para o século XX, a Casa Rosas & C.ª realizou exposições e editou catálogos das peças que comercializava, o que possibilitou não só a difusão dos objectos comercializados, como, actualmente, o conhecimento preciso das peças que vendia. O CIONP realizou e editou duas publicações fac-similadas, com estudos prévios, de dois catálogos de ourives do Porto, essencialmente da primeira metade do século XIX, e que constituem uma fonte muito interessante e importante para o estudo da joalharia portuense e portuguesa do séc. XIX, sob os títulos “O Livro de Desenhos de Jóias de José António Mourão (1792-1856), da Rua das Flores, no Porto” e “Álbum de Desenhos de Jóias Portuguesas (ca. 1830-1930)”.

Edição fac-similada de catálogo da Casa Rosas & C.ª, no Porto. Na transição do séc. XIX para o século XX, a Casa Rosas & C.ª realizou exposições e editou catálogos das peças que comercializava, o que possibilitou não só a difusão dos objectos comercializados, como, actualmente, o conhecimento preciso das peças que vendia. O CIONP realizou e editou duas publicações fac-similadas, com estudos prévios, de dois catálogos de ourives do Porto, essencialmente da primeira metade do século XIX, e que constituem uma fonte muito interessante e importante para o estudo da joalharia portuense e portuguesa do séc. XIX, sob os títulos “O Livro de Desenhos de Jóias de José António Mourão (1792-1856), da Rua das Flores, no Porto” e “Álbum de Desenhos de Jóias Portuguesas (ca. 1830-1930)”.

O Uso do Ouro nas Festas da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo trata da permanência e alteração das várias formas de adorno das lavradeiras e mordomas presentes nos cortejos desta romaria, durante o século XX e a actualidade, enquanto se faz uma sinopse da sua história. Os ornatos áureos constituintes do ouro popular são analisados, assim como os vários sistemas de colocação dos mesmos, desde os métodos tradicionais ao controverso peitilho, do qual se faz uma pioneira análise e sistematização tipológica dos diversos modelos executados.

Pretendeu-se publicar, em livro, a colecção de joalharia do Museu dos Biscainhos, em Braga. Alguns museus do Norte de Portugal possuem interessantes colecções de ourivesaria, formadas a partir de acervos conventuais, doações de particulares ou aquisições estatais, e quase todos ainda deficientemente estudados e divulgados. No caso do conjunto de peças de joalharia do Museu dos Biscainhos, este resultou maioritariamente de uma doação de uma senhora de Braga, sendo constituído essencialmente por objectos de família, para além de jóias que ia adquirindo.

Ligado, numa primeira fase, àquela que seria a mais importante casa de ourivesaria da cidade do Porto, a Reis & Filhos, à qual afluíam as elites burguesas da cidade, António Maria Ribeiro, importante ourives e cinzelador portuense, viria posteriormente a ganhar autonomia, a expor no Brasil e a fixar ateliê em Lisboa. A sua produção alcançou um grande impacto aquém e além-fronteiras. O combate ao vazio de identidade nacional vivido na época torna-se um nicho para a recuperação da ourivesaria em Portugal, algo abandonada desde os finais do século XIX. Assim, a indústria da ourivesaria conhecerá todo um desenvolvimento e uma renovação entre os finais de Novecentos e meados do século XX, sendo António Maria Ribeiro um dos expoentes máximos deste ambiente ecléctico, revivalista e próspero da ourivesaria portuguesa, abarcando, com igual mestria e qualidade, estilos tão distintos como o gótico, o manuelino ou mesmo a Art Déco.

Viajar pelas ruas do Porto, através de comentários, narrativas e observações apresentadas por Alberto Pimentel no seu livro O Porto há 30 anos, publicado originalmente em 1893, é perspectivar uma cidade em que o Autor nos apresenta o panorama de felicidade colectiva. Nenhum portuense deve ser privado da leitura deste livro; pena é que só quase 120 anos depois da sua primeira edição veja novamente a luz do dia. Este Porto, que Alberto Pimentel traçou de forma variada, é a cidade em que ele profundamente se embrenhara na sua juventude. Por isso, esta obra constitui umas verdadeiras memórias.

Conjunto de estudos relativos a aspectos materiais da obra pictórica em diversos artistas do Norte de Portugal, que actuaram entre os séculos XVI e XX.

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